Consent Mode v2: os sete sinais que o Google lê
Consent Mode é a API pela qual o seu site avisa às tags do Google se o visitante consentiu com determinados usos de dados. São sete sinais que o Google Ads e o GA4 leem antes de decidir o que podem gravar e enviar; a v2 tornou quatro deles obrigatórios para anunciar na Europa. Quem coleta a escolha é a sua CMP; o Consent Mode transporta o resultado até as tags.
A origem do nome e a chegada da v2
O nome é do Google, e a primeira versão saiu em 2020 com dois sinais. Em novembro de 2023 veio a v2, com dois sinais adicionais ligados a dados do usuário e a publicidade personalizada. A motivação é regulatória europeia, o Digital Markets Act, mas o efeito técnico alcança qualquer conta que anuncie ou meça com ferramentas do Google.
Os quatro sinais obrigatórios da v2
| Sinal | Controla | Categoria típica no banner |
|---|---|---|
ad_storage | Cookies e identificadores de publicidade | Marketing |
ad_user_data | Envio de dados do usuário ao Google para publicidade | Marketing |
ad_personalization | Uso dos dados para anúncio personalizado e remarketing | Marketing |
analytics_storage | Cookies e identificadores de analytics (GA4) | Estatísticas |
Cada sinal vale granted ou denied. O estado inicial é declarado num consent default
com tudo negado, disparado antes de qualquer tag, e atualizado com um consent update
quando o visitante escolhe.
O que mudou em 6 de março de 2024
Desde essa data o Google exige os quatro sinais obrigatórios da v2 para tráfego do Espaço Econômico Europeu e do Reino Unido. Sem eles, recursos de público e de mensuração personalizada param para esse tráfego. O Brasil não está sob o DMA, mas basta um visitante europeu para que listas de remarketing daquele público deixem de crescer, e a LGPD já exige a escolha aqui de qualquer forma.
Básico e avançado
No modo básico, as tags do Google só carregam depois do aceite: nada sai antes, e uma recusa vira ausência total de dado. No modo avançado, a biblioteca carrega imediatamente e envia pings sem cookie enquanto o consentimento está negado, sem gravar ou ler identificador do visitante, e é desses pings que sai a modelagem de conversões. O modo avançado preserva mensuração e exige, em contrapartida, texto claro no banner sobre o que é enviado antes da escolha.
Como conferir no DevTools
Uma loja que anuncia no Google Ads e mede no GA4 precisa do default negado inline no
head, antes do gtag.js ou do contêiner do GTM. Quem aceita só estatísticas deve produzir
analytics_storage: 'granted' e os três sinais de anúncio negados. A conferência é objetiva:
na aba Rede, filtre por collect e leia o parâmetro gcs da requisição. G100 é tudo
negado; G111 é tudo concedido. Sem o gcs na requisição, o Consent Mode não está
implementado.
No Concedo isso já vem montado: o script empurra o default de forma síncrona, antes de
qualquer tag, com os sete sinais: seis negados, e security_storage concedido, porque
antifraude e autenticação não se apoiam em consentimento. Depois ele emite o update
correspondente à escolha.
Consent Mode não governa Meta, TikTok nem Hotjar
A API é do Google e alcança apenas tags do Google. Meta Pixel, TikTok, Hotjar, Clarity e
LinkedIn continuam rodando e gravando cookie com todos os sinais negados; quem os segura é o
bloqueio da CMP. O sintoma clássico é o site que responde gcs=G100 corretamente e mesmo
assim grava um _fbp no navegador de todo visitante. E o Consent Mode não gera registro auditável,
então ele tampouco serve como prova de consentimento.
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